3 de jun de 2009

Peroás e Caramurus - Uma saga da Ilha



O texto é da Nieve Matos e meu. Primeiro oferecemos a um departamento de cuida da valorização dos monumentos históricos do centro de Vitória, em razão de contarmos a história das irmandades rivais na devoção à São Benedito por aqui, no século XIX e início do século XX, e a ligação umbilical que eles tinham com dois locais: O Convento de São Francisco e a Igreja do Rosário.

Eles adoraram o texto, mas acharam pouco publicitário. Queriam esquetezinhos rápidos e mal digeridos, coisa parecida com o que é feito pelas imobiliárias nos sinais de trânsito, acredito. O Grupo Vira-latas, elenco contratado, logo avisou que isso eles não faziam. A cara do Cleverson Guerrera, diretor artístico da galera, era a da freira assediada por um cafetão. O cara que queria contratar a turma do Cleverson pediu uma cópia para melhor analisar. Não entregamos.

Inscrevemos na lei Rubem Braga e fomos contemplados.

Enfrentamos depois toda burocracia na troca dos bônus, situação inverossímil e incoerente, pois mesmo com 100% do dinheiro saindo do município via renúncia fiscal e existência uma comissão para aprovação, é preciso bater de porta em porta nas empresas para conseguir a troca. Eu sei, parece coisa de otário, mas as empresas colocam a marca no espetáculo sem despender nenhum centavo. Publicidade bancada pelo poder público. Um absurdo, mas é a vida e precisamos criar, não?

Bem, depois de degolar dois Golias e um Davi, trocamos 80% dos bônus em suaves parcelas, e a diretora Nieve Matos vai colocar as mãos na massa com o turma toda.

A previsão de início dos trabalhos é Julho. Estreia em Outubro. E temporadas estendidas por três anos, no mínimo.

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