14 de jun de 2009

Tanto faz

Reinaldo Moraes escreveu o Tanto faz no final dos 70 e editou em 1981. Nesse meio tempo eu nasci e completei 4 anos. Conheci o livro por acaso numa reedição da Azougue (2003).

Eu estava numa livraria e ele caiu nas minhas mãos quando tentei pegar um Roberto Bolaño na estante. Nunca tinha ouvido falar dele, não tenho vergonha de dizer. Gostei da capa, abri no meio, li um parágrafo, a prosa agradou, e levei os dois livros.

Corria o ano de 2007, literalmente. Tanto faz ficou uns dois meses na fila de leitura. Uma tarde de domingo chegou sua vez. Comecei e não parei. A liberdade, a delícia do texto, o cinismo do personagem em sua busca pela vida mansa e digna, enfim. Virou livro de cabeceira devorado em um dia, relido mais uma vez e folheado em inúmeras ocasiões.

Hoje, ao ler um texto de Jotabê Medeiros publicado no Estadão sobre o Tanto faz, refleti novamente sobre tudo e cheguei à conclusão que se tivesse lido o livro no final dos 90, naqueles dias quentes de Universidade Federal do ES, curso de História, certamente teria poupado minha pobre alma de muitos constrangimentos.

Reinaldo Moraes publicou recentemente o livro Pornopopéia, editora Objetiva. Ainda não tenho, mas estou na espreita.


Sobre o artigo do Jotabê: Tanto Faz pregava ócio como meta, e não alvo, Estadão, 13 de junho de 2009. Dá para ler através do blog do Bortolotto
  • http://atirenodramaturgo.zip.net/

  • Um comentário:

    Priscila Milanez disse...

    Esse suscitou a minha curiosidade! Me empresta? rsrsrs