12 de abr de 2010

Karl

Depois dos outros, ela retirou o poster com o Manifesto Comunista (aquele onde surge a cara de Karl entre as letras) de minha parede e disse que era cafona. Eu coloquei de volta, respondi que era cafona mas era meu, e que eu também pertencia à fauna dos cafonas, e, portanto, permitir que o poster fosse embora seria abrir precedentes para minha expulsão no futuro. O poster do Karl ficou, mas não é mais o mesmo. Seu rosto desenhado entre as letras parece perguntar algo estranho, alheio a entendimentos.



3 comentários:

Priscila Milanez disse...

porra, Saulinho, isso é só pra me deixar com vontade de mais!!! Muito bom, como sempre. Redundante dizer que vc escreve bem pra caralho e que em breve estará na minha prateleira entre os meus autores contemporâneos preferidos! =)

R. disse...

No minímo, o velho barbudo ainda serve pra causar confusão, ainda que sejam microconfusões, ainda que seja só um postêr na parede. Dói?
Abração Saulo. Saudade de te encontrar por aí na terrinha.
Rodrigo

Vitor Hugo Simon Machado disse...

Abraços amigo. Te digo uma coisa> A dialética do cotidiano marital só se permite comentários via os clássicos.